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sábado, 9 de novembro de 2019

Tomar antibiótico ou não tomar antibiótico, eis a questão!





Este é outro tópico sobre o qual queria muito escrever aqui, porque é importante desmistificar um pouco a questão dos antibióticos. 

Antes de mais, quero salientar que os antibióticos não são nenhum bicho papão, mas também não são milagrosos. O que fazem é dar um empurrãozinho ao nosso sistema imunitário, para que o mesmo consiga combater as infecções. Mas até que ponto será favorável para o nosso organismo estarmos constantemente a tomar antibiótico?

Tem-me acontecido, nos últimos dois ou três anos, ter que tomar antibiótico duas ou três vezes ou porque as infecções não ficam bem erradicadas ou voltam a aparecer. Sempre ouvi dizer que antibiótico em excesso pode causar resistência ao mesmo. Todavia, a minha médica explicou-me que, apesar dessa crença, fazer um esquema de antibiótico de forma esporádica pode contribuir para afastar as infecções por mais tempo.

No entanto, tomar o antibiótico não chega, é necessário ter alguns cuidados, tais como evitar a exposição a ambientes onde proliferem vírus e bactérias ou tomar a medição preventiva (se for esse o caso), e usar a alimentação como aliada na prevenção e no combate de infecções.

Medicamento genérico ou medicamento original?





Estou há algum tempo para escrever este post e finalmente tenho a oportunidade de o fazer. O assunto não é novo, mas recentemente comecei a debater-me com esta questão, porque no ano passado reparei que alguns dos medicamentos que tomo aumentaram de preço. Quando comentei este facto na farmácia onde costumo ir, responderam-se que se devia a ter entrado em circulação um medicamento genérico correspondente.

Os medicamentos genéricos têm apenas o mesmo princípio activo do que os medicamentos de marca; todos ou quase todos os outros componentes são diferentes e podem (eventualmente) provocar alguma reacção adversa. Por isso, é necessário ter em conta que apesar de serem mais baratos, os medicamentos genéricos podem não surtir o efeito esperado. Não quer dizer que não o façam.

Normalmente, desconfio dos genéricos e opto sempre pelo medicamento de marca, porque sei que vai cumprir a função correctamente. Todavia, há um ou outro que tomo genérico sem problemas, uma vez por outra. Em suma, parte das escolhas e necessidades de cada um, independentemente de serem mais baratos ou não.

E vocês, qual preferem?

sábado, 12 de outubro de 2019

Os Doentes de IDP Precisam de Mais Doadores de Plasma!




Olá a todos!

 No seguimento da campanha promovida esta semana pelo IPOPI, venho falar-vos de algo muito importante: as baixas reservas de plasma nos bancos de sangue. O nosso sangue é constituído por cerca de 55% de plasma; este trata-se da porção líquida de sangue que resta depois de serem retirados os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas. O plasma é parte fundamental na constituição dos medicamentos usados nos tratamentos aplicados aos doentes com Imunodeficiência Primária!

Esta questão diz-me directamente respeito, porque se hoje estou viva é graças à possibilidade de fazer o tratamento. Só para terem uma noção, para manter um doente com IDP vivo são precisas, por ano, 130 doações! Eu faço o tratamento há 21 anos (o equivalente a 2730 doações!) e para poder continuar a ter alguma qualidade de vida, preciso que hajam mais doações. Por isso, faço o apelo, por mim e por todos aqueles cujos tratamentos dependem do plasma:




Parecendo que não, estamos a falar (no mínimo), de centenas de pessoas que precisam destes tratamentos regulares, independentemente do grau de gravidade da IDP e, por isso, o contributo de quem pode ser dador é muito importante! A quem já o faz, muito obrigada por me possibilitarem ter qualidade de vida e algo tão próximo da normalidade quanto possível!



quinta-feira, 13 de junho de 2019

Falta de Medicamentos para Doentes Crónicos no Algarve!





Há uns dias foi-nos reportado na associação que o hospital de Faro se encontra sem medicamentos para os tratamentos de doentes crónicos. Segundo relata o jornal online, Algarve Primeiro, esta situação vem na consequência do acumular de várias queixas de doentes e cuidadores ao longo de meses. Ao que parece, os casos têm sido reportados na Assembleia da República, mas o que faz o Governo? Pura e simplesmente ignora as necessidades das pessoas! Desculpem-me a franqueza, mas isto é completamente inadmissível!!!

Já aqui referi muitas vezes, e com conhecimento de causa, que estes tratamentos são importantíssimos na qualidade de vida dos doentes crónicos, seja IDP ou outras patologias que a isso obriguem. Agora, expliquem-me como é que é possível os medicamentos não serem entregues ao hospital???

É ofensivo tratarem as pessoas como se fossem coisas dispensáveis e não importassem, mas fiquem os senhores deputados a saber que ser doente crónico significa viver toda a vida com uma doença que não surgiu simplesmente do ar, mas isso não faz de nós menos pessoas!!! E como tal é imperativo e prioritário que estes doentes sejam tratados com o devido respeito e recebam o tratamento adequado a tempo e horas de modo a manterem-se saudáveis e, em alguns casos, um dia a mais poderá ser tarde demais!!! 

Que raio de gente é esta que governa o nosso país? Se fossem os filhos deles já reivindicavam tudo e mais alguma coisa, mas como são só umas quantas centenas de pessoas, já não há pressa nenhuma... Pois eu digo que há pressa sim em resolver este assunto e evitar que o mesmo volte a acontecer! 

Por favor, partilhem este post e o artigo mencionado o mais possível! Ajudem-me a dar voz a esta luta que é de todos. Bem-hajam!


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Por Falar em Gripe...





Olá! Sei que não passava por aqui há algum tempo, mas hoje venho falar-vos de algo que com certeza estão saturados de ouvir nos últimos tempos: a Gripe! E se pensam que numa situação normal já é mau, imaginem quando a pessoa tem uma doença crónica! Pois é, há situações e situações, mas já lá vou.

Neste momento, o nosso país encontra-se em estado médio de alerta em relação ao surto epidémico da gripe. Regra geral, sabemos de antemão que esta altura (Janeiro / Fevereiro) é a "época alta" das gripes e constipações e todos os anos são feitos os devidos alertas, que a maioria das pessoas teima em ignorar e depois queixa-se das consequências. Sabemos também, da experiência de anos anteriores, que a gripe e a pneumonia são as doenças respiratórias que mais mortes (odeio esta palavra!) provocam em Portugal.

Então, porquê ignorar os conselhos médicos em relação às vacinas, por exemplo? Porque estamos sempre sujeitos à doença. No entanto, há teorias que são exageradamente irresponsáveis como ser contra a vacinação. A vacinação existe para nos proteger enquanto seres humanos e enquanto sociedade, ou isto virava O-Ano-da-Peste-Negra todos os anos!

No meu caso, como sou doente crónica, o meu médico sempre me receitou a vacina. Sempre cumpri as vacinas todas e evitei uma série de doenças que me podiam ter complicado muito a vida. Contudo, desde há uns anos que não tem sido necessário tomar a vacina, talvez porque o meu sistema imunitário se tornou um bocadinho de nada mais forte, e a última vacina que fiz foi a da pneumonia.

E depois de alguns anos sem infecções de maior, eis que esta semana fiquei com gripe! Irónico, não?
Febre, nariz entupido, arrepios, tosse, as tretas do costume... Já amainou, mas ainda cá mora a maldita! A questão aqui é que seja qual for a doença, neste caso é a G, afecta as pessoas de maneira diferente e, de modo geral, quando uma pessoa saudável adoece recupera mais depressa do que uma que já por si esteja constantemente a lidar com outra doença.

Por isso, mais do que tudo o resto, é importante que quem vive com uma doença crónica como é o caso das IDP, esteja bem informado e se proteja destas chatices sazonais, para evitar complicações de maior. Por favor, se o vosso médico fizer questão que sejam vacinados, não contestem, para vosso bem; acreditem que o vosso organismo agradece!

Bem-haja!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A Alimentação Também Protege o Organismo!





Depois de ler um artigo no Sapo LifeStyle sobre alimentos que nos ajudam a proteger o organismo do frio (podem encontrá-lo aqui: https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/fotos/os-10-alimentos-contra-o-frio-mais-recomendados-pelos-nutricionistas), achei que seria uma boa oportunidade para falar aqui sobre alguns alimentos que são nossos aliados na protecção do nosso organismo.

Se para as pessoas em geral é importante ter isto em conta, para os doentes de IDP é uma regra de ouro, porque uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e nutrientes irá com certeza manter o nosso organismo a funcionar o mais normalmente possível, sem esquecer a hidratação. Contudo, não somos obrigados a gostar de tudo, mas que tal se começarmos por incluir o mais possível aquilo de que até gostamos ou pelo menos vamos comendo? 

Eu, por exemplo, adoro mel, que é um alimento muito rico (além de ser um excelente substituto do açúcar), que ajuda a fortalecer as nossas defesas; assim, sempre que posso como pão com mel. Além disso, quando misturado com umas gostas de limão alivia a dor de garganta. Ou então o gengibre, que além de prevenir infecções, é muito bom para combater constipações. Quando me sinto mais em baixo costumo fazer um chá (que é sempre uma boa forma de nos mantermos hidratados no Inverno) de gengibre e limão com umas gotas de mel; fica delicioso e é realmente reconfortante. 

Por outro lado, frutas da época como a maçã ou a pêra são ricas em fibras e vitaminas, mas também em água, por isso não as descartem! Já dizia o ditado inglês: 'An apple a day, keeps the doctor away'.
Frutas como a laranja e a tangerina são fontes de vitamina C e os frutos vermelhos (morangos, framboesas, amoras, mirtilos, ginja, arando) são ricos em antioxidantes. Já os frutos secos, como as nozes, além de serem de época contêm a proporção certa de gorduras boas.

Além destas, existem outras opções, depende do gosto de cada um, por isso, apostem naquilo que vos traz maior satisfação. Pelo menos temos de fazer um esforço para estar bem e comer bem é um bom ponto de partida.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Dia Mundial da Consciencialização do Autismo - 2 de Abril





Para quem não tem conhecimento sobre isto (confesso que acabei de descobrir), hoje celebra-se o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo. Esta iniciativa é celebrada pelo mundo com a iluminação de edifícios e monumentos em azul; em Portugal, por exemplo, são iluminados a Torre dos Clérigos, no Porto, e a Estátua do Cristo Rei, em Lisboa.

Esta patologia trata-se de um distúrbio neurológico que se compromete a interacção social e a comunicação verbal e não verbal e se caracteriza pelo comportamento restritivo e repetitivo. Os sinais de alerta surgem gradualmente, mas algumas crianças alcançam um determinado grau de desenvolvimento e depois regridem. Para além disso, esta patologia é tendencialmente hereditária, tendo por base tanto factores ambientais como predisposição genética.

Apesar de tudo, há ainda muita controvérsia acerca do Autismo, pois se por um lado é visto como uma doença a  ser tratada, por outro é considerado uma diferença que deve ser aceite socialmente. Independentemente de tudo o que os especialistas afirmam, eu considero que este é mais um exemplo de patologias que sofrem  com a ignorância e o preconceito de uma sociedade mal preparada para lidar com a diferença. 

É por isso que é tão importante lutar por este objectivo comum: instruir a sociedade para que haja informação e integração, igualdade de direitos e tratamento justo, porque no fundo somos todos iguais, somos pessoas, somos humanos e todos merecem ser tratados como tal! Lembrem-se disto de cada vez que se sentirem chateados com a vossa condição: cada um de nós trava uma batalha interior consigo mesmo e com o mundo exterior, pelo que mais vale encarar a vida de cabeça erguida.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Conquistar os Direitos sem descurar os Deveres





Há alturas na vida em que temos de saber defender-nos das imposições alheias, de um ponto de vista pessoal, não só psicológica e emocionalmente como fisicamente. Ao facto de sermos portadores de IDP acresce, muitas vezes, uma crescente sensação de necessidade de independência, sobretudo quando se cresce conscientemente com esta patologia.

Mas a nossa independência acarreta uma miríade de coisas para além da parte financeira ou da maturidade emocional. Ser um adulto independente implica também saber defender os nossos direitos, sem descurar os nossos deveres. Uma das grandes questões que tem sido trabalhada pela APDIP (dentro do possível), é a consideração e a inclusão da Imunodeficiência Primária na lista de doenças crónicas do sistema nacional de saúde português. Este é um direito nosso, mas tem sido descurado como tal e é injusto, porque esta patologia simplesmente "nasce" com a pessoa, desconhecendo-se as suas causas, e requer um acompanhamento constante e regular.

Porém, existe uma tamanha indiferença perante este pequeno grande pormenor, quer por parte das autoridades competentes, quer por parte daqueles que deveriam ser parte interessada no assunto. Para além disso, tenho a impressão que a maior parte das pessoas que são portadoras de IDP pouco se importa ou simplesmente resigna-se com a situação, mas por outro lado, há quem só olhe para os direitos e se esqueça que também tem deveres a cumprir, independentemente da questão/situação em causa.

Infelizmente, ninguém se dá ao trabalho de reflectir na importância de nos manifestarmos quando sabemos que alguma coisa é injusta e que podemos fazer alguma coisa para a modificar. É preciso analisar e procurar solucionar as situações que a vida nos apresenta, bem como ter em conta quer as decisões que tomamos como as que deixamos que sejam os outros a resolver.